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UM NOVO DISPOSITIVO E UM NOVO SINAL: COMO A INTEL VEM CONECTANDO AS COMUNIDADES SURDA E OUVINTE

Dez anos após o primeiro Global Accessibility Awareness Day (GAAD), a Intel decidiu incluir uma representação visual criada por usuários de língua de sinais para representar o nome da companhia. Adam Munder, engenheiro da Intel, afirma que a iniciativa simboliza o apoio e a celebração da comunidade surda da empresa.

adam munder

Munder é gerente geral da Omnibridge (antiga Comm-Verse), incubadora da Intel que está empenhada em reduzir as diferenças entre as comunidades surda e ouvinte.

O GAAD – um dia de conscientização para o acesso e inclusão digital – completou 10 anos no último dia 20 de maio.  De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 15% da população mundial – mais de um bilhão de pessoas – tem alguma deficiência. Na Intel, o GAAD convida a refletir sobre o acesso e a inclusão de pessoas com diferentes tipos de deficiência.

Para celebrar o GAAD, o Circuit News conversou com Munder sobre a iniciativa que tem como objetivo tornar o mundo e a Intel um lugar mais acessível usando a tecnologia da Intel®.

Reduzindo as diferenças entre as comunidades surda e ouvinte
Seis anos atrás, um grupo de engenheiros da Intel procurou Munder para apresentar um aplicativo de interpretação de linguagem de sinais. Inicialmente, Munder – que é surdo – não gostou da ideia. “Era como se pessoas ouvintes me dissessem que tenho um problema e que elas sabiam como resolvê-lo”, explica. Depois de alguns dias, concluiu que tinha muita sorte por estar na Intel, uma empresa inclusiva. “Queria que todas as pessoas surdas pudessem usufruir de um ambiente como o da Intel, sem nenhuma barreira… Queria ajudar a reduzir as diferenças e lutar por condições mais igualitárias [entre as comunidades surda e ouvinte]”.

Na Intel, Munder conta com dois intérpretes em tempo real. Todavia, ele reconhece que o mesmo não acontece na maioria das empresas. “Pessoas surdas muitas vezes precisam escrever à mão para poderem se comunicar, é muito desafiador. Já os ouvintes tendem a truncar suas mensagens a fim de serem mais sucintos”, explica Munder. “Eu não tenho esses intérpretes à minha disposição quando estou fora do trabalho e enfrento os mesmos desafios [que muitos outros da comunidade surda enfrentam]”.

A solução Omnibridge permite uma conversa imediata e contínua entre ouvintes e surdos usando a linguagem de sinais americana por meio de análise de gestos aprimorada usando dados de profundidade e machine learning. “Nossa meta é remover barreiras – oferecer uma comunicação integrada entre surdos e ouvintes sem forçar nenhum desses grupos a mudar sua forma de se comunicar”, afirma Munder.

Um protótipo do Omnibridge, sistema de tradução interativo ativado por IA

O Omnibridge não irá necessariamente substituir os intérpretes – muito valorizados dentro da comunidade de surdos – mas facilitar a vida de quem é surdo em situações cotidianas, como idas ao mercado, órgãos públicos e até mesmo ao hospital. A equipe acredita que no futuro a solução Omnibridge será acessível a comunidades surdas do mundo todo.

Intel em defesa da comunidade surda

A Intel acaba de dar mais um passo em seu apoio à inclusão com o lançamento de um sinal criado especificamente para identificar a empresa perante a comunidade surda.

A criação oficial do sinal se deu pós muitas conversas em toda a companhia, especialmente entre a comunidade surda. O sinal tem como inspiração a nova marca da Intel e incorpora o pingo do “I” do logo da empresa, que representa o microprocessador e a “faísca” da Intel capaz de gerar ideias que mudam o mundo.

Munder observa que, em última análise, cabe à comunidade surda aceitar um sinal desse tipo. Ele espera que “a comunidade surda aceite [o sinal da Intel] e passe a usá-lo de forma rotineira”.

A magia por trás do Omnibridge

O Omnibridge é um dispositivo capaz de capturar as palavras e padrões críticos de um idioma (neste caso, a linguagem de sinais) e encontrar um equivalente em um segundo idioma (inglês). Segundo Murder, trata-se de uma “solução baseada em transformação”. Ela permite que surdos ou pessoas com dificuldade de ouvir possam se comunicar livremente com ouvintes.

A equipe precisou modificar e combinar diversas soluções para o dispositivo reconhecer e traduzir uma linguagem visual como a linguagem de sinais. “É quase como uma mágica, você coloca tudo dentro de uma caixa preta e sai algo lindo. Naturalmente esta é uma explicação simplificada, já que o processo é bastante complexo”.

O Omnibridge usa câmeras 3D Intel® RealSense™, além de CPUs e GPUs Intel®. Munder explica que “as câmeras 3D RealSense conseguem capturar todas as oclusões que acontecem quando uma mão cobre a outra [ao sinalizar]”.

No momento, o dispositivo é capaz de traduzir a linguagem de sinais para texto. Segundo Munder, a equipe está trabalhando em um modelo capaz de traduzir de sinais para voz e vice-versa usando um avatar de interpretação realista.

O que vem por aí

Munder está animado com a chegada do Omnibridge ao mercado. A equipe está trabalhando em um plano lançamento para clientes específicos, com previsão de envio do protótipo até o final de 2021. Os clientes terão papel importante tanto no envio de feedback quanto nos testes dos recursos de IA.

No momento, a equipe está focada no software, na esperança de eventualmente licenciá-lo e integrá-lo a hardwares existentes, como tablets, computadores e celulares. Outra frente de atuação é um software que possa ser acessado por meio de um serviço de assinatura.

A visão da Omnibridge é criar um mundo acessível para todos – não apenas para a comunidade surda. A equipe também deseja facilitar a comunicação de outras pessoas com os surdos. Para Munder, a solução Omnibridge pode ser comparada ao rebaixamento de guias e calçadas. “Não adianta rebaixar a calçada apenas na frente da casa de um cadeirante. Você precisa rebaixá-las em todos os lugares”, afirma Munder. “Acreditamos que este produto terá um impacto muito além da comunidade de surdos”.

 

 

Sobre a Intel

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