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DarwinAI usa sua própria IA para deixar aplicações mais eficientes e menos ‘misteriosas’

DarwinAI

Nos seus tempos de doutorando em engenharia de design de sistemas na Universidade de Waterloo, no Canadá, Alexander Wong não tinha dinheiro suficiente para adquirir os equipamentos necessários para executar seus experimentos de visão computacional. Decidiu então criar uma técnica para deixar os modelos de redes neurais menores e mais rápidos.

“Durante uma apresentação alguém disse ‘Sabe, seu trabalho de doutorado é bacana, mas a joia da coroa é essa coisa que você criou para fazer seu trabalho'”, conta Sheldon Fernandez.

Fernandez é CEO da DarwinAI, startup baseada em Waterloo, na província de Ontario, que hoje comercializa essa joia da coroa. Wong é o cientista-chefe da empresa. E a Intel está ajudando a empresa a multiplicar o desempenho de seu software extraordinário para aplicações do centro de dados até a borda.

“Nós usamos outras formas de inteligência artificial para investigar e compreender uma rede neural em seus mínimos detalhes”, explica Fernandez, ao descrever o funcionamento da DarwinAI. “Usamos uma compreensão muito sofisticada como base e então usamos a IA novamente para gerar uma nova família de redes neurais tão boa quanto a original, só que menor e mais inteligível.”

Essa última parte é bastante crítica. De acordo com Fernandez, um grande desafio da IA é que “ela é uma caixa preta para os desenvolvedores.” Sem saber como a aplicação de IA funciona e toma decisões, os desenvolvedores têm dificuldades na hora de melhorar o seu desempenho ou identificar problemas.

Um cliente do setor automotivo, por exemplo, estava tentando resolver um problema de automação em que o veículo apresentava uma estranha tendência de virar à esquerda quando o céu adquiria um tom mais puxado para o roxo. A solução Generative Synthesis da DarwinAI ajudou a equipe a reconhecer de que forma o comportamento do veículo era afetado com base no treinamento realizado no deserto de Nevada, um lugar onde o céu coincidentemente tem um tom mais arroxeado (mais detalhes disponíveis aqui).

Outra maneira de pensar a síntese generativa, de acordo com Fernandez, é imaginar uma aplicação de IA analisando uma casa projetada por um ser humano, notando seus contornos arquitetônicos para em seguida desenhar uma casa muito mais robusta e estável. “A IA é capaz de enxergar eficiências que não ocorrem a uma mente humana”, afirma Fernandez. “É exatamente o que estamos fazendo com as redes neurais”. (Uma rede neural é uma forma de abordagem que divide tarefas sofisticadas em uma série de cálculos simples.)

A Intel está empenhada em tornar a IA mais acessível, rápida e fácil de usar. Por meio do programa Intel AI Builders, a empresa vem trabalhando com a DarwinAI na colaboração entre o Generative Synthesis e o conjunto de ferramentas de distribuição do OpenVINO™ e de outros componentes de software da Intel para obter ganhos de desempenho significativos.

Em um estudo de caso recente, as redes neurais construídas com a plataforma Generative Synthesis e alinhadas às otimizações da Intel® para TensorFlow foram capazes de entregar aumentos de desempenho de 16,3 e 9,6 vezes em duas cargas de trabalho de reconhecimento de imagem (ResNet50 e NASNet, respectivamente) acima das medições de linhas de base de um processador Intel® Xeon® Platinum.

“A Intel colabora frequentemente com a DarwinAI na otimização e aceleração do desempenho da inteligência artificial em uma série de equipamentos da Intel”, afirma Wei Li, vice-presidente e diretor geral de Machine Learning Performance na Intel.

As ferramentas das duas empresas são “altamente complementares”, afirma Fernandez. “É possível usar a nossa ferramenta para a otimização da rede neural e em seguida o OpenVINO e o conjunto de ferramentas da Intel para transportá-la para o dispositivo.”

A combinação é capaz de entregar soluções de IA que são ao mesmo tempo compactas, precisas e alinhadas ao dispositivo onde foram instaladas, um ponto cada vez mais crítico no aumento da computação na borda.

“A IA na borda está se tornando cada vez mais comum”, diz Fernandez. “Daqui a dois ou três anos, a borda certamente será um dos temas dominantes nesse meio.”

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