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Segurança é o motivo da Intel ter comprado a Mobileye

O futuro dos veículos autônomos se resume a salvar vidas. E foi por isso que pagamos US$ 15,3 bilhões pela Mobileye

Brian KrzanichBrian Krzanich 

Um ano atrás, reconheci que a plataforma da Intel para veículos autônomos não estava completa, tinham algumas lacunas. Com aquela solução, não seríamos capazes de criar as experiências incríveis que pretendíamos e, mais importante, não conseguiríamos cumprir a missão de salvar vidas. Para atingir essa meta, a Intel adquiriu a Mobileye – uma das empresas líder em tecnologia para carros autônomos. O comprovado histórico de sucesso da Mobileye e milhões de veículos já equipados com sua tecnologia estão criando a base dos carros autônomos. 

Hoje posso dizer com confiança que Intel e Mobileye são melhores juntas. Nosso portfólio combinado abrange desde soluções computacionais para veículos usando SoCs (systems-on-chip) Mobileye EyeQ até a nuvem com processadores Intel® Xeon®. A associação com a Mobileye colocou a Intel na vanguarda da direção autônoma.  

Também afirmei em 2016 que os dados são o recurso mais valioso do mundo, e essa conclusão continua sendo verdade atualmente. Ainda mais interessante é a capacidade da computação para explorar esses dados de maneiras incríveis que antes nem passava pela nossa imaginação – formas que impactam toda a sociedade, como é o caso dos carros sem motoristas.  

No entanto, o caminho pela frente vai exigir cooperações inovadoras em muitas áreas – e a segurança é o pilar mais importante delas. Isso não é novidade para a Mobileye – seus produtos, entre eles, as soluções para evitar colisões que usam o SoC EyeQ, já estão instalados em cerca de 27 milhões veículos pelo mundo. 

Os sistemas de inteligência artificial (IA) utilizados hoje nos veículos autônomos para apoiar a tomada de decisão são de natureza probabilística. Essas técnicas são excelentes para oferecer conforto e assertividade, mas como nenhuma chance de acidente é aceitável, é preciso usar uma camada de software adicional para garantir segurança. É necessário empregar, então, uma solução determinística formal sobre a camada de IA. E foi nesse ponto que a aquisição da Mobileye nos ajudou a aprimorar o sistema de segurança. No ano passado, desenvolvemos e publicamos uma estrutura de segurança chamada Responsibility-Sensitive Safety (RSS) para avaliação da indústria como ponto de partida para esse importante trabalho. 

A RSS define formalmente o que significa dirigir com segurança e os limites em que a direção se semelhante à dos humanos. Essa estrutura acrescenta uma camada de segurança e transparência, definitiva e não proprietária, que verifica as decisões propostas pelas políticas de condução (planejamento) de qualquer desenvolvedor, que são tipicamente probabilísticas e difíceis de entender.  

Simplificando, o planejamento ou as políticas definem como ir do ponto A ao ponto B; a RSS mantém a condução segura ao longo do trajeto. 

Convocamos a indústria, agências governamentais reguladoras, a academia e grupos de consumidores para trabalhar juntos com o objetivo de criar um método aberto, transparente e verificável, capaz de garantir a segurança do processo decisório nos carros autônomos.  

Acreditamos que a sociedade só adotará os veículos sem motoristas quando forem capazes de garantir mais segurança e salvar vidas. Hoje, na Automobil Elektronik, conversei com um grupo de executivos da indústria automotiva e os convidei a enfrentar esse desafio de segurança juntos.  

O setor automotivo não pode fazer isso sozinho. Precisamos e recebemos com satisfação o apoio e a colaboração de governos, órgãos reguladores, entidades de padronização e universidades para encontrar uma solução de segurança para os veículos autônomos.  

Estamos certos de que Intel e Mobileye são mais fortes juntas para tornar os carros autônomos seguros uma realidade. 

Brian Krzanich é CEO da Intel Corporation. 

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