Intel 50 anos: a plataforma de inovação para uma nova era

O que vem agora? Computação vai evoluir e se tornar mais diversificada à medida que surgirem novos desafios e oportunidades

Murthy Renduchintala*

Estamos celebrando o 50º aniversário da Intel, empresa que nasceu junto à indústria da tecnologia e o advento dos circuitos integrados. O impacto das inovações produzidas pela companhia pode ser comprovado por meio da evolução de diversos aspectos desta indústria, incluindo o computador pessoal, a Internet e a computação em nuvem. Damos agora os primeiros passos de uma nova e ainda mais profunda transformação digital, na qual praticamente todas as atividades existentes vão interagir com a computação.

A cada dia a computação se diversifica mais. Ela assumirá novos formatos e se adaptará a restrições ambientais e de custos mais rigorosas. Dando mais poder ao software e aos algoritmos, que trabalharão sem parar, estarão em um ciclo contínuo de aprendizagem e serão capazes de realizar perfeitamente tarefas especializadas. Imagine, por exemplo, sistemas que vão combater fraudes por meio do blockchain ou prevenir a diabetes em um milhão de pessoas.

Os computadores trabalharão harmonicamente e de modo invisível junto com dispositivos, redes e data centers na nuvem a serviço das pessoas. Por exemplo: carros serão o próximo grande divisor de águas na área e também o maior colecionador de dados do planeta. A Mobileye da Intel já está modificando os automóveis com sua tecnologia de assistência a motoristas instalada em 27 milhões de veículos em todo o mundo. Outros dois milhões vão povoar muito mapas de alta precisão este ano para aprimorar os sistemas de detecção e localização, como parte da evolução do Mobileye para garantir níveis mais altos de autonomia. Para ajudar a elevar a confiança nesses novos carros autônomos, propusemos um modelo formal aberto para incrementar a tomada de decisões seguras. O exemplo da Mobileye é um novo tipo de plataforma tecnológica integrada que apresenta o futuro da inovação.

Em seu artigo original sobre “A lei de Moore” em 1965, o cofundador da Intel escreveu a respeito da integração de muitos dispositivos semelhantes para produzir grande benefício: “O futuro da eletrônica integrada é o futuro da própria eletrônica. A integração permitirá a proliferação dos eletrônicos, impulsionando essa ciência em muitas novas áreas.”

Em nossa geração, teremos a liberdade de integrar dispositivos diferentes em quase todos os aspectos: função, arquitetura, custo, poder e processo de fabricação.

A Intel tem trabalhado nessa direção há mais de uma década. Nossa experiência em manufatura e engenharia gera produtos e tecnologias que são a base da inovação no mundo. É fundamental que continuemos avançando em cinco áreas:

Tecnologias inovadoras – misturando e combinando para criar algo novo: Em um mundo de integração heterogênea, em que se gerar valor ao combinar tecnologias poderosas, mas diferentes, a invenção e os investimentos em um conjunto diversificado de propriedade intelectual serão cada vez mais importantes. Uma nova área tecnológica em que estamos investindo é a visão computacional – desde unidades de processamento gráfico e de visão até plataformas integradas específicas como a Mobileye. Visualizar é algo difícil para os computadores, mas a visão computacional avançada e outras tecnologias e software de sensores possibilitarão interações mais naturais entre pessoas e computadores. Alem disso, seguimos investindo na próxima geração de tecnologias fundamentais, como CPUs de alto desempenho e baixo consumo de energia, memórias rápidas e comunicação 5G necessária para garantir acesso, análise e transporte de dados de baixa latência.

Arquiteturas e ecossistemas avançados: Tarefas computacionais relacionadas à inteligência artificial (IA) vão permear praticamente todos os processos de dados ricos na próxima década. Estamos desenvolvendo tecnologias e ferramentas abertas de software que vão estimular o crescimento de ecossistemas em torno da IA, tornando possíveis a geração de ideias, a antecipação das demandas e a aprendizagem contínua com base nos dados. Isso inclui novos processadores de rede neural, FPGAs personalizáveis em nuvem e a incorporação de tecnologias de IA nas plataformas existentes. No ano passado, a Intel trabalhou com o Google em torno do Tensorflow*, do Amazon for MXNet* e do Caffe* para melhorar o desempenho da aprendizagem profunda por meio de otimizações no Xeon para data centers, o que resultou em ganhos de desempenho de mais de 100 vezes no treinamento e de quase 200 vezes na inferência em várias estruturas.

Empacotamento em novas dimensões: Estamos registrando enormes progressos que vão permitir a ampla integração heterogênea de recursos computacionais, de comunicação e memória. Vamos conectar e empilhar diversas tecnologias em minúsculos formatos específicos de processamento, com características únicas de custo e desempenho e mais flexibilidade. Um dos processadores que estamos desenvolvendo conecta “chiplets” fabricados por diferentes processos de manufatura utilizando novas técnicas de produção 2D e 3D para oferecer o alto desempenho de um PC consumindo a energia de um dispositivo móvel ultraeficiente. Testes e verificações também foram necessários para começar a ampliar a escala dessas novas técnicas de empacotamento, mas já podemos imaginar as possibilidades que surgirão ao combinamos dentro desses pacotes os mais diversos recursos– até mesmo tecnologias de data center –, anteriormente separados pelos limites computacionais ou por serem processos incompatíveis.

Novos modelos computacionais: O Intel Labs está trabalhando com parceiros da academia ao redor do mundo para avaliar o horizonte e reimaginar a computação em si. A computação quântica, por exemplo, promete abordar problemas complexos com variáveis aparentemente infinitas, quando puder ganhar escala de forma confiável. Já a tecnologia neuromórfica, que imita a função dos neurônios e funcionada com base no feedback do ambiente, pode ser um novo modelo de computação adaptável, ultraeficiente e always-on. Estamos fazendo grandes progressos em ambos os casos.

Garantindo segurança para o futuro: Seguindo o compromisso Security-First, estamos trabalhando em estreita colaboração com a indústria para identificar e solucionar vulnerabilidades em tecnologias cada vez mais complexas. E estamos envolvidos com iniciativas acadêmicas e do mercado, como o programa RISE da Universidade da Califórnia, para desenvolver novas estruturas e tecnologias que vão ajudar a proteger milhões de pessoas e coisas conectadas usando software e tecnologias de assistência.

Tudo isso exige compromisso com estratégias de longo prazo e investimentos sustentados em pessoas e plataformas de inovação. A Intel tem adquirido negócios inovadores, mas também tem ampliado os investimentos em pesquisa e desenvolvimento. No ano passado, a companhia respondeu por mais de um terço da P&D em semicondutores em nível mundial, ou cerca de US$ 13 bilhões, para garantir as pessoas e as tecnologias certas para liderar no futuro.

No 50º aniversário da Intel, celebramos o passado – ícones como nossos fundadores, Robert Noyce e Gordon Moore –, mas olhamos principalmente para frente, como eles também fizeram, ao lado de nossos colegas e das comunidades do setor e da academia, para criar o futuro, melhorar a vida das pessoas e superar os maiores desafios do mundo.

Dr. Venkata (Murthy) M. Renduchintala é presidente do grupo de Tecnologias, Arquitetura de Sistemas & Clientes e diretor de engenharia da Intel Corporation.

Sobre a Intel:

A Intel (NASDAQ: INTC), líder na indústria de semicondutores, está construindo o futuro orientado ao uso de dados pela computação e telecomunicações como base das inovações. O vasto conhecimento em engenharia da Intel ajuda as empresas a enfrentarem os maiores desafios do mundo, além de proteger, alimentar e interligar bilhões de dispositivos e infraestrutura de um mundo inteligente e integrado - da nuvem à rede, do começo ao fim, conectando tudo que há no meio.
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