Como um tornozelo quebrado me ensinou sobre o potencial dos carros autônomos

Veículos autônomos reinventarão a mobilidade no século 21

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Por Kathy Winter

Não é segredo que há muito tempo defendo a indústria de veículos autônomos e o potencial que ela tem para reduzir o número de acidentes no trânsito e salvar vidas. No entanto, um recente tornozelo quebrado – e mais de dois meses andando com auxílio de muletas – me mostrou todo esse potencial e finalmente compreendi a luta diária enfrentada por milhões de pessoas que sofrem com a mobilidade reduzida. Enquanto eu mancava pelo estacionamento do trabalho coberto de neve, imaginei um carro que pudesse me pegar na porta da minha casa, me deixasse na porta do trabalho, estacionasse sozinho enquanto eu trabalhava e depois voltasse para me levar para casa ao final do expediente.

Felizmente, não terei apenas que imaginar. Muitos avanços foram conquistados recentemente e passamos da discussão do “se” carros autônomos fossem possíveis, para “quando” e “como” eles se tornarão realidade. A parte tecnológica deles está resolvida: centenas de carros autônomos de teste estão provando suas capacidades nas ruas todos os dias – e a Intel equipa os cérebros que tomam as decisões na maioria deles.

 

Agora vem a parte mais difícil: quando e como. Definitivamente acontecerá mais rápido se trabalharmos juntos e acredito que os outros players da indústria perceberam isso. Em uma indústria conhecida há muito tempo pela engenharia proprietária, estamos vendo muitas empresas unindo forças na busca por soluções. Nosso acordo com a BMW e a Mobileye para colocar aproximadamente 40 carros de teste autônomos nas ruas até o fim de 2017 é um ótimo exemplo de como a colaboração acelera a obtenção de resultados. O trabalho conjunto na HERE de Audi, Daimler, BMW e agora a Intel ilustrará ainda mais como o compartilhamento do conhecimento nos levará adiante.

Superar a fase de testes e chegar ao mercado exigirá algum tipo de acordo sobre alguns padrões. Por exemplo, precisaremos definir um padrão para aproveitar a informação coletada por todos esses veículos autônomos para que cada OEM e fornecedores não tenha que coletar e rastrear seus próprios dados e criar seus próprios modelos de condução. Cada carro autônomo não precisa ter que encontrar e catalogar o mesmo buraco no meio da rua. Compartilhar uma certa quantidade de código base e de dados permitirá que os carros encontrem essas informações com facilidade e ajudem a responder à questão do “como”?

À medida que pensamos no “quando” e no “como”, vale ressaltar que os carros autônomos estão se tornando parte das conversas do dia a dia. O que era material de ficção científica há alguns anos, agora está se tornando um tema central em grandes discussões de tendências em torno da mobilidade urbana, de cidades e casas inteligentes. E um imenso ecossistema de condução autônoma surgiu em pouco tempo, com fabricantes de veículos, fornecedores, empresas de tecnologia e fabricantes de software, entre outros, batalhando por sua parte da indústria de carros autoguiados. Esse é momento emocionante para trabalhar nesta indústria.

Ainda que não tenham chegado a tempo para me ajudar com meu tornozelo quebrado, os carros autônomos chegarão rápido. Tivemos anos de progresso em apenas alguns meses e vejo que 2017 será um ano onde a colaboração e a padronização nos ajudarão a acelerar ainda mais. Estou emocionada por estar em uma equipe que está reinventando a mobilidade no século 21.

Kathy Winter
Vice-presidente da Divisão de Condução Automatizada da Intel Corporation

 

Kit para a imprensa: Condução Autônoma na Intel

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